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17 de Maio de 2021

A síndrome do herói e a hidra tupiniquim

Ensaio sobre a cegueira ideológica e política

Maykell Felipe, Consultor Jurídico
Publicado por Maykell Felipe
há 2 meses

Antes de tudo, Política: O que significa? Dizem os mais sábios vir do grego politeía, relacionado à polis ou algo em torno de organização das cidades da época. Desde os tempos antigos até o mundo moderno acredito que tem mais a ver com poligamia das instituições do que com Polis.

Polis me lembra aquela personagem do Chaves, e, Chaves, convenhamos, era muito legal. Não o Chávez, sabe, aquele, mas enfim, sem mais delongas.

A política é necessária? Penso que sim, mas ao envolver a centralização de muito poder nas mãos de poucas pessoas, revela homens seduzidos por tudo que esse poder pode oferecer. A natureza do homem é inclinada para o mal. O Poder apenas expõe essa natureza, já diziam os sábios. É possível que a política funcione? Obviamente, mas confesso, depende da idoneidade e bases morais sólidas de muitos homens ao mesmo tempo, o que estatisticamente falando, é bem complexo em termos práticos.

Teoricamente, dentro do sistema político atual, precisaríamos que pelo menos dois terços dos homens investidos em posições políticas importantes conseguissem não ceder às tentações do Poder para que conseguíssemos conduzir o país com certa previsibilidade e sem tantos altos e baixos, mais "baixos do que altos", aliás. Como isso é bem utópico, talvez fosse mais inteligente se começar a pensar numa possível alteração das regras do sistema político de modo a torna-lo mais simples de entender e objetivo de se executar, trazendo dentro da legislação amarras legais e dificultadores à perpetuação de muitos destes no poder, e ainda, evitando a centralização deste mesmo poder nas mãos de tão poucos indivíduos.

Os criptoativos, por exemplo, são um grito de revolta, no mundo inteiro, contra esse establishment destrutivo que vem aumentando seu poderil desarrazoadamente praticamente em todos os lugares do planeta. Querem energia para todos mas impõe um tributo de quase 40% sobre a energia elétrica. Querem saúde dental para todos mas impõe um tributo de quase 30% sobre o creme dental. Querem higiene e boas condições sanitárias para todos mas a carga tributária sobre o desinfetante é de quase 40%. E não estou falando de políticos de esquerda ou direita, pois, sempre foi assim, em gestões de direita ou esquerda.

Para os que já estão esperando um discurso religiosizado da política aqui, defendendo um político e condenando outro, sinto decepcionar, mas não é o propósito aqui falar especificamente sobre o atual presidente ou de seus antecessores e supostos opositores, e vocês entenderão o porque. Sei que alguns já estão loucos para que falemos mal ou bem do referido ou até dos que ali estiveram antes deste, para enfim, soltarem o famoso grito de torcida organizada, estilo "fascista" ou "comunista", e é justamente por isso que resolvi fazer esse texto, para tentar mostrar um outro ponto de vista, mostrar que existem caminhos bem mais efetivos que apenas torcer contra ou a favor de uma das cabeças do sistema, seja você de direita, centro ou esquerda, não importa. Essa discussão é muito rasa, limitada e você já a acompanha nas redes sociais todos os dias.

Mas porque o intuito aqui não é este? Simples, porque dentro do modelo político brasileiro, presidentes são quase irrelevantes no médio prazo e absolutamente indiferentes no longo prazo. Bolsonaros ou Dilmas, não importa, a história os engolirá.

Mas você falou de mudança de sistema político, amarras legais. Como assim? O que seriam, por exemplo, amarras legais em um novo sistema político?

É um tema complexo, confesso, mas a prisão em 2ª instância seria uma delas; o expurgo de condenados por corrupção em definitivo da vida política seria outra; independência de órgãos investigativos, sem possibilidade de indicações políticas para os cargos de liderança e direção seria outra; impedimento para que presidentes indicassem ministros do STF, também uma outra medida; mandatos com prazo definido para ministros do STF e indicação pela própria classe de juristas, outra medida; fim do voto de legenda e seus conceitos primos, seria quase uma implosão de todo o sistema; a criação de um sistema público de ranckeamento de satisfação de políticos, onde cada cidadão pudesse efetuar um único voto por político - podendo haver retificação pelo cidadão a qualquer momento -, seria outra medida, de modo que políticos com notas abaixo da média aceitável não pudessem concorrer por pelo menos quatro ou seis anos anos; a independência de candidaturas ou a não obrigatoriedade de filiação partidária, seria outra, vez que quebra uma cultura de troca de interesses escusos e rompe com o monopólio, em especial, dos grandes partidos, dentre muitas outras ideias que já existem e estão por aí, mas que jamais houve pressão popular sobre os políticos quanto a estas, os quais, obviamente, só votariam coisas do tipo, sob muita pressão das ruas e das redes sociais.

Um dos maiores pilares da desgraça política que assola nosso país tem três conceitos primos que todos deveriam conhecer. Eles tem nomes, e vos apresento: 1) voto de legenda; 2) quociente eleitoral; 3) quociente partidário. Entenda uma coisa, seja você de direita, centro ou esquerda, não adianta ter esperança em um país melhor enquanto existirem essas aberrações político-jurídicas acima citadas. É assim que os políticos podres e corruptos se perpetuam no poder mesmo fazendo as maiores atrocidades do mundo.

Às vezes você não entende como aquele indivíduo condenado e envolvido em inúmeros casos de corrupção continua sendo eleito ano após ano para o Senado ou Câmara dos Deputados. E você diz: "_o povo não sabe votar!" Bom, isso também é verdade, e aqui também me incluo, mas nada é tão simples assim e te desafio a ler um pouco sobre isso, inclusive, no google há muito conteúdo bom e gratuito sobre essa temática. Se a internet trouxe muitas benesses, certamente essa é uma das maiores: a democratização do conhecimento.

Ao invés de sairmos nas ruas gritando "fora Presidente A" ou "fora Presidenta B", deveríamos gritar: "Mudança do Sistema Político Eleitoral, Já!". Nada impede que também gritemos impeachment, mas acredite, isso isoladamente, não fará a menor diferença. Olhe para o passado: em cerca de 30 anos já estamos quase no 3º impeachment, e pergunto: O que mudou efetivamente? O Brasil continua sendo o celeiro do mundo e eterno país do futuro. O problema é que o futuro nunca chega, afinal, vivemos sempre no presente, e o futuro é uma mera expectativa que, quando se consolida, se torna presente, sendo portanto, um conceito meramente didático usado para falarmos de tempo, e na vida real, uma utopia para nos mantermos esperançosos quanto ao presente de amanhã.

Pode ser impactante ouvir isso pela primeira vez, mas confie, quem está ali agora ocupando a cadeira presidencial (ainda que seja um cavalo selado), acredite, tem pouca importância, e, sabe porque? Porque é possível tira-lo ou tira-la de lá de várias formas, como por exemplo, nas eleições, através do voto, ou ainda, através da pressão popular, via processo de impeachment. Mas a grande questão é: Quem decide abrir um processo de impeachment? Quem vota a favor ou contra o processo de impeachment? Como é o sistema eleitoral para que esses indivíduos consigam adentrar e ter acesso a esse poder? É aqui que deve estar o principal foco. Esta é a cabeça que comanda a hidra.

Ainda que se derrube um presidente ou uma presidenta ruim, isso não resolve o problema do país. É como aquele monstro mitológico chamado Hidra. Corta-se uma cabeça e nascem outras no lugar.

De uns tempos para cá tenho pensado: Talvez a função de presidente da república no país seja apenas parte de um grande circo montado e pensado pelo próprio sistema para distrair nossa atenção quanto ao ponto fraco desse monstro insaciável, o qual ouso chamar de a hidra tupiniquim, assim mesmo, com letras minúsculas. Uma forma de focar a atenção do público num suposto salvador ou herói, mas que não tem, ao final, a capacidade de fazer coisa alguma. Se o plano der certo, todos as cabeças ganham e o monstro cresce, se der errado, o povo pede apenas uma das cabeças, aquela central, que sempre está em evidência - a do presidente ou presidenta -, e está tudo tranquilo. Dão-nos uma cabeça, nasce outra no lugar, e problema resolvido para o sistema político: ficamos com aquela pseudo sensação de vitória, como na época do Governo Collor, como na época do Governo Dilma, e como pode acontecer com o próprio Governo Bolsonaro. Quanto ao restante do monstro, permanece intacto. Uma nova cabeça surge e esse ciclo se repete infinitamente, retroalimentando toda a sua fisiologia de modo orgânico e natural.

Mas então não devemos nos atentar para o presidente ou presidenta que escolhemos ou não devemos nos preocupar com ele ou ela, seja quem for? Então não devemos nunca suscitar a possibilidade de um impeachment? Absolutamente, não é nada disso! Devemos sim nos atentar para esse ponto evidentemente, mesmo porque é a figura deste líder que serve de distração para que a maioria da população não entenda isso que estou tentando explicar e se divida em camadas, tornando o domínio ainda mais fácil. Já leu algo sobre "dividir para conquistar"? Os maiores estrategistas já leram sobre essa filosofia de domínio, você ainda não? Maquiável fala sobre isso, Sun Tzu também aborda essa estratégia em a arte da guerra, assim como vários outros grandes estrategistas:

Esse conceito foi utilizado pelo governante romano César (divide et impera), Filipe II da Macedónia e imperador francês Napoleão (divide ut regnes). Também há o exemplo de Aulo Gabínio, que repartiu a nação judaica em cinco convenções, conforme relatado no livro I de A Guerra dos Judeus (De bello Judaico), do historiador Flávio Josefo.[1] Em Geografia, 8.7.3, Estrabão relata que a Liga Aqueia foi gradativamente dissolvida sob a posse romana da Macedónia, porque eles não lidavam com todos os estados da mesma maneira.[2] Na era moderna, Traiano Boccalini, em La bilancia política, cita "divide et impera" como um princípio comum na política. O uso desta técnica refere-se ao controle que o soberano possui sobre populações ou facções de diferentes interesses, que juntas poderiam ser capazes de se opor ao seu governo.

Se o presidente é muito bom, simpático, carismático, o foco está nele. Se o presidente é muito ruim, ignorante, sem empatia, o foco está nele. Quanto pior ou melhor for o presidente, não importa, o foco sempre estará nele, e mais, as pessoas se concentram neste e depositam suas expectativas naquele personagem, consequentemente, não enxergam a horda de cabeças de hidra à sua volta, a qual, não sendo o foco dos ataques pode atuar sem maiores problemas. O que estou dizendo, em síntese, é: A função de presidente (a), no Brasil, não é ser a cabeça mais importante do monstro, e não adianta focar apenas nesta, não adianta cortar apenas esta, pois, outras nascerão no seu lugar.

A função de presidente da república no Brasil tem algumas atribuições representativas, sim, executivas, sim, e, outras, inclusive diplomáticas, quando fala, por exemplo, com outros países enquanto chefe de Estado, e, claro, se temos um ou uma presidente muito ruim, obviamente que isso pode estragar muitas relações com outros Governos, todavia, para a hidra (e não estou falando de filme da Marvel, é apenas uma simbologia!) essa função é apenas uma distração, pois, ela é plenamente controlável pelas demais cabeças, e, com o surgir de uma nova cabeça, inclusive essas relações estremecidas são reestabelecidas. Portanto, esse não é o maior problema.

Entenda uma coisa: Os americanos jogaram uma bomba atômica que matou milhares de civis inocentes e desarmados em Hiroshima e Nagasaki, e os japoneses amam os americanos e seus filmes! Não estou dizendo que tinham que se odiar, mas só estou criando um exemplo exagerado para lhe mostrar que a história e os descalabros políticos só duram nos livros, na prática, tudo se contorna dentro dessa esfera e jogo de poder.

O sistema entende o jogo, sonda todos os possíveis competidores, sonda a opinião pública, observa a popularidade de cada um, e, como numa aposta de cavalos, onde ninguém joga para perder, escolhe os seus animais, permite que ao menos dois, não necessariamente os melhores, apareçam com maiores chances de vitória e, ao mesmo tempo, alguns coadjuvantes periféricos orbitando em torno do embate, gerando uma pseudo-esfera democrática e de liberdade política, e, nada mais. Alguns dos orbitantes, na maioria das vezes, nem notam isso, outros são conscientes do jogo. Ao término não ganham diretamente, mas sempre tem alguém do seu time mordendo uma fatia desse banquete. Antes, inimigos mortais, agora, aliados em prol do bem da nação.

Enquanto isso, nos distraímos com aquele reality show achando que algum dos ilustres será o nosso novo herói, aquele que irá resolver os problemas da nação, transformando o país do futuro no país do presente, tirando a sela do celeiro do mundo. E, enquanto isso, as bases podres do sistema continuam de pé: Velhos corruptos foram reeleitos para continuar em suas respectivas cadeiras na Câmara dos Deputados, antigos condenados já estão realocando os seus pertences no Senado, redecorando suas salas, e a hidra, vai bem, obrigado, nada de novo, e, ao mesmo tempo, tudo novo de novo. Vez ou outra, corta-se uma cabeça e está tudo bem. É como podar uma planta ou cortar as pontas de um cabelo longo. Para o sistema, aparar arestas não causa danos, rejuvenesce e traz vigor.

Os inimigos públicos se cortejam nos bastidores, se encontram em seus jantares e convenções, e, quando, no tête-à-tête, o ato de protagonizar esses encontros se torna algo muito escancarado e escandaloso, então escolhem alguns representantes para o trabalho sujo e apenas assistem. Já ouviu expressões como: "o representante do Governo no Senado", o "representante do Governo na Câmara", o "indicado do Governo para a Suprema Corte". Ainda não consegue ligar os pontos?

Infelizmente, ao final, seja você de direita, centro ou esquerda, sinto dizer, isso não importa, enquanto nada mudar intrinsecamente, estamos todos selados no eterno celeiro do mundo, pois, sempre, o herói que elegemos continua a se relacionar muito bem com os vilões que detestamos. Para os cegos, no eterno ensaio sobre a cegueira, quando as coisas ficarem muito estranhas, haverá sempre bodes expiatórios para colocarem a culpa. Haverá sempre cabeças a serem cortadas. A hidra corta cabeça de seus inimigos, os devora, mas às vezes, a hidra se permite ter uma de suas cabeças também cortada, pois, como dito, isso não faz a menor diferença.

O que costumo dizer é que, devemos deixar as paixões, ego e emoções de lado, e apenas seguir os sinais, racionalmente, do contrário, corremos o risco de virarmos escravos do nosso próprio erro ao não admitirmos um juízo distorcido e equivocado sobre um dos personagens desse teatro. O amor ao herói nos impede de enxergar as coisas mais óbvias do mundo, e mesmo quando enxergamos, não aceitamos, porque inconscientemente, é como admitir um fracasso, afinal, você acreditou no teatro daquele candidato, você inclusive o defendeu em discussões políticas frente a amigos e familiares, talvez tenha estragado amizades por isso, e agora? Vai parecer incoerente se assumir que estava errado? Então pensa: "__de modo algum! vou até o fim, não sou um isentão!" Consegue se enxergar nesse quadro? Se sente confortável nessa posição?

O nosso compromisso deve ser sempre com a verdade e a coerência fática e real. Podemos fazer um juízo de valor equivocado, acreditando tratar-se da decisão mais acertada num dado momento e contexto, especialmente quando do outro lado há talvez uma escolha tão quanto péssima, mas ao perceber o teatro e a dissimulação, com todas as pistas expostas na sua cara, recusar-se a enxergar por vaidade e ego, isso sim é incoerência, e é o que vai manter o país sempre nessa posição constrangedora.

Sinto informar, e, sinceramente, não gostaria de estar lhe dando esse diagnóstico, mas se é preciso um esforço mental imensurável para continuar a defender atitudes e posturas malucas do seu herói, inclusive, você não se sente absolutamente confortável sobre isso, acredite, você pode estar sofrendo da síndrome do herói. Absolutamente, não existem heróis. O ser humano não foi feito para ser endeusado. Como já diria o promotor Harvey: "(...) ou você morre como herói, ou vive o bastante para se tornar o vilão".

Talvez o seu herói ou heroína só tenha vivido o suficiente para ver isso acontecer e você só não tenha percebido isso ainda ou não queira admitir aquilo que ele ou ela se tornou.

Não podemos ficar contra o herói, mas sim combater os vilões, não é mesmo? Eu compreendo, todos tememos e, por isso, queremos combater os vilões, mas afinal, quem são os vilões que estamos combatendo? Tente parar de olhar para aquele discurso ou sorriso que lhe cativou, para aquelas palavras e promessas que te conquistaram, e comece a se pautar em questões práticas, enxergar as pistas, observar os representantes nos bastidores, a coerência dos atos frente ao antigo discurso e promessas do plano de governo, as cabeças que foram e continuam a serem cortadas, e, com certeza, encontrará os verdadeiros vilões, ou não.

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E você, o que pensa sobre isso? Deixe sua opinião, crítica, comentário! Agregue de forma inteligente para o debate político!

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Credítos da imagem:

Foto de trecho de "Batman vs Superman" | Foto: Warner Bros. / Divulgação / CP - Correio do Povo. Link: https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/estudo-apresenta-superman-como-super-her%C3%B3i-mais-pod...

Referências Bibliográficas:

  1. «Flavius Josephus, The Wars of the Jews, Book I, section 159». Perseus.tufts.edu. Consultado em 27 de agosto de 2011
  2. «Strabo, Geography, Livro 8, capítulo 7, seção 1». Perseus.tufts.edu. Consultado em 27 de agosto de 2011
  3. «etext.library.adelaide.edu.au». Consultado em 18 de agosto de 2013. Arquivado do original em 25 de junho de 2007

7 Comentários

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Nenhum político deve ser adorado. A critica tem que existir sempre, e, nós como cidadãos deveríamos ser os primeiros a cobrar aqueles que elegemos. continuar lendo

O texto é interessante por relembrar que o jogo é mais complexo e que existem outros jogadores ocultos ou discretos no tabuleiro.

Eu acrescento uma ideia que também esté em voga ultimamente e considero interessante para ajudar a modificar um pouco o atual sistema eleitoral. É a eleição independente sem a obrigatoriedade de filiação a partido político. A obrigatoriedade de filiação para tornar-se elegível fortalece muito os partidos políticos e, consequentemente, ajuda a alimentar o atual sistema eleitoral.

A segunda ideia que não pode ser esquecida é sempre estimular a prática das virtudes morais como parâmetro correto para todos os cidadãos. Sem este parâmetro a tendência é produzir mais parlamentares ruins ou não observarmos de fato quem são eles. continuar lendo

Muito bom! 🤜🤛
E muito bem lembrado!
Vou até acrescer esse ponto junto ao rol de ideias exemplificativas que citei no texto, que como dito, não se esgota, estando sempre em aberto para as boas práticas e ideias que ajudem a amarrar o monstro. São apenas alguns exemplos que me vieram enquanto escrevia! 🤝👏👏👏 continuar lendo

Perfeito. Um dos melhores artigos que já li sobre o sistema. continuar lendo

obrigado! 🤝🙂 continuar lendo

Excelente artigo. O problema é bem maior do que comumente se imagina e a simbologia da hidra me pareceu perfeita. Parabéns pela lucidez. continuar lendo